Mostrando postagens com marcador Ao proprietário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ao proprietário. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de agosto de 2010

Cães maiores são mais inteligentes, diz estudo

Cachorros maiores possuem mais inteligência, diz estudo de pesquisadores da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia. O fato de terem cérebros maiores que os cães de menor porte realmente os fazem ser mais inteligentes, segundo publicação no site da Discovery News.
O mais costumeiro a ser pensado é que cachorros maiores têm maior facilidade de entender ordens de humanos. Isso foi comprovado, porém não só pelo tamanho do cérebro, mas também por causa da capacidade de percepção de distância e localidade dos cães.

Foi com esse tipo de teste que os pesquisadores neozelandeses trabalharam. 104 cachorros participaram do teste. 61 grandes e 43 pequenos. O teste consistia em dois pratos de comida colocados em frente ao cachorro testado. Com seus donos os segurando, era feito um contato visual do cachorro com os pratos, depois com o dono, que apontava em movimento rápido para qual prato ele devia andar.
A percepção de movimento do dedo que apontava foi maior nos cães grandes, que fizeram mais escolhas corretas. Cachorros de porte médio ficaram na segunda colocação, com percepção razoável. Já os de porte pequeno não tiveram bom aproveitamento.
"Isto prova a evolução dos cachorros a partir da necessidade de trabalhos a serem realizados por cachorros grandes. Os pequenos não são utilizados normalmente em trabalhos, seja com força, seja com percepção", disse à Discovery Benjamin Hart, professor da Escola de Veterinária e Medicina da Universidade da Califórnia, Estados Unidos.

Redação Terra




sexta-feira, 9 de julho de 2010

Quanto vale a saúde do seu bichinho de estimação?

Pesquisa nos Estados Unidos mostra que donos de cães e gatos não estão dispostos a gastar muito no tratamento de seus pets

The New York Times | 09/07/2010 10:39


Um terço dos donos de pets nos EUA não gastaria nem 500 dólares (900 reais) no tratamento de seus animais

A maioria dos donos de bichos de estimação diz que, ao decidir ou não procurar ajuda veterinária para um gato ou cachorro doente, o custo é um dos fatores. De acordo com uma pesquisa da Associated Press e do site Petside.com, aproximadamente 40% temem não poder pagar pelo tratamento quando necessário.
A maioria dos donos de pets (62%) declarou que provavelmente pagaria pelos custos do tratamento mesmo que eles chegassem a 500 dólares. Porém, isso significa que mais de um terço dos donos de animais acham esse valor muito alto.
E se o custo do tratamento veterinário fosse mil dólares? Menos da metade dos donos afirmou que provavelmente pagaria tal quantia no veterinário. Apelas um terço declarou que pagaria uma conta de 2 mil dólares no veterinário.
Se salvar a vida de um animal doente custasse 5 mil dólares, a maioria dos donos interromperia o tratamento. Apenas 22% disseram que pagariam tal valor em custos veterinários para tratar um cão ou gato doente.
A pesquisa foi realizada em abril através de entrevistas por telefone com 1.112 donos de animais espalhados pelos Estados Unidos.
Os donos de gatos se mostraram mais propensos a abandonar o tratamento do animal que os donos de cachorros. Entre aqueles que não pagariam os 500 dólares do tratamento veterinário, 26% possuíam cachorros e 54% possuíam gatos. Porém, a partir do momento que os custos excediam os 500 dólares, não existiu diferença entre os donos de cachorro e gato quanto à disposição para procurar e pagar por tratamentos veterinários para animaizinhos.
Notavelmente, o nível financeiro não pareceu influenciar a ideia de quanto se deve gastar com um tratamento veterinário. Os donos de bichos que ganhavam menos de 50 mil dólares anuais responderam o mesmo que aqueles com salários superiores.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Veterinário tem mercado amplo no País

De acordo com o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), o Brasil possui cerca de 59 mil veterinários, dos quais 44 mil estão atuando na área, principalmente na região Sudeste (46% ). A cada ano são formados 2.400 profissionais na área, saídos de uma das cerca de 140 instituições que oferecem esta possibilidade no País - um terço delas no Estado de São Paulo.
Para trabalhar nas várias áreas de atuação que passam por clínicas, indústrias de ração, medicamentos e defensivos animais, biotecnologia, reprodução animal, prevenção e saúde pública, pesquisas e outras, o médico veterinário precisa estar inscrito no CFM (Conselho Federal de Medicina).
A profissão está regulamentada desde outubro de 1968 pela Lei 5.517 e, segundo norma federal, possui piso nacional de seis salários-mínimos por jornada de seis horas. O trabalho se expande em diversas funções, mas as atividades rotineiras de um veterinário são consultas, cirurgias, vacinações, castrações e em alguns casos, eutanásia.
Independentemente de quanto se espera ganhar com a carreira, a profissão também desperta encanto pela proximidade com o mundo animal. A doutora Fabiana Toneto Paniagua conta que a decisão de se tornar médica veterinária já nasceu com ela e que com muita perseverança conseguiu se formar em 1996. Ela dá a receita para um ótimo começo em busca de emprego: "É preciso ir atrás. Durante minha graduação, aproveitava as férias para trabalhar em empresas de ração, medicamentos veterinários, melhoramento genético de bovinos", destaca ao comentar que foi com a ajuda da família que conseguiu abrir clínica própria.
Atualmente Fabiana exerce o cargo de chefe de divisão de veterinária e controle de zoonoses da Prefeitura de São Bernardo, onde foi aprovada como agente de controle de zoonoses e atuou na Vigilância Sanitária durante nove anos.
O caminho não foi muito diferente para a também médica veterinária Melissa Vautier, do departamento de zoonoses de São Caetano, para quem a vontade de ser veterinária existia desde criança: "Logo ao chegar ao Ensino Médio decidi pela área biológica e cursei Patologia Clínica. Depois de concluído este curso ingressei na faculdade, onde me formei em 1994. Ela conta como foi o início de carreira: "Meu primeiro estágio foi voltado para clínica de pequenos animais e na área empresarial de uma empresa de rações, mas, tudo depende da área que você quer seguir".
Mauro Figueiredo dos Santos, que esta cursando o último ano de Veterinária, também fala das razões que o levaram a escolher o curso: "Cresci pensando em ser médico veterinário; sempre gostei de animais e sempre demonstrei interesse pela área, mas a escolha veio em definitivo quando eu tinha 14 anos e tinha em casa um casal de cachorros da raça pastor alemão.
A fêmea estava esperando filhotes e na hora de nascer ela teve problema e um dos filhotes estava com dificuldades para nascer e eu através de orientações por telefone de um veterinário consegui realizar o parto", destaca Mauro que espera trabalhar em órgãos públicos, como Centro de Controle de Zoonoses ou na Vigilância Sanitária e, quem sabe, no futuro, abrir uma empresa de consultoria de alimentos. O estudante já estagiou em clínicas veterinárias e no Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano, mas, decidiu-se pela área de alimentos.
Fabiana Toneto Paniagua realça a importância do aprendizado para acumular conhecimento na vida do futuro médico veterinário e dá algumas dicas que considera importantes para os novatos: "Façam cursos rápidos de diversos assuntos; não esperem o emprego cair do céu e não desistam nunca do sonho de ser um médico veterinário, pois não há sensação melhor que olhar nos olhos de um animal que estava em sofrimento por qualquer agravo, doença ou condição e ver sua gratidão, após um tratamento, uma melhora", diz.
*A aluna , do 2º ano, foi orientada pelo professor Flávio Falciano do curso de Jornalismo.

Fonte: DGABC

sábado, 10 de abril de 2010

Amizade entre cão e homem desafia a lógica

foto: Gildo Loyola - GZ
Angélica Freire Cordeiro - cães e donos
Tucha e Angélica Cordeiro: o xodó das duas é até alvo de algumas reclamações

A notícia se espalhou pelo mundo: um cachorro da raça Boxer se jogou na frente de um assaltante para salvar seu dono e acabou baleado. Assustado, desapareceu e foi considerado morto pela família, que vive no Texas, Estados Unidos. Dois meses depois, no início desta semana, foi encontrado numa cidade próxima e, assim que viu o dono, pulou em seu colo, comprovando que a amizade entre animais e o homem desafia a lógica, o instinto animal e até a distância.

Os cães tendem a repetir as atitudes de quem está por perto e se tornam protetores dos donos, segundo a veterinária Mônica Alvarenga Feijó. "É impressionante. Até a doença dos donos eles repetem. A gente vê isso acontecer com uma frequência enorme. A relação é tão intensa, que a personalidade acaba sendo a mesma", diz.

Angélica Freire Cordeiro, 43 anos, assina embaixo. Em 2007, ela teve um grave problema de saúde e ganhou um presente especial da família, para que não entrasse em depressão. O presente se chamava Tucha, uma Spitz Alemã com cinco meses, na época. No inpicio as duas nem podiam ficar muito próximas, por causa da doença de Angélica. Mas com o tempo, as duas não se separaram mais. "A partir do momento que eu fui melhorando, a Tucha virou o centro das atenções dessa casa. Ela virou a alegria da família", desabafou.

O xodó entre as duas é até alvo de algumas reclamações, segundo Angélica. Mas ela não se importa. "Muitos perguntam como eu não tenho esse amor tão grande por outras pessoas, por exemplo, como eu tenho por ela. Mas só a gente sabe o que eu passei com ela do meu lado. Quando viajo, fico louca para voltar logo. Eu sinto que ela me ama e eu a amo intensamente", declara.

Quem também não fica sem o cão é a assessora jurídica Renata Souza. Ela tem uma fêmea de labrador chamada Mel, que começou a sentir um desconforto, no ano passado, e foi levada ao veterinário. O diagnóstico foi Cinomose, uma das doenças mais graves dos cães, provocada por um vírus e que pode levar até á morte do animal. "O gasto foi grande na época. Foram mais de R$ 2 mil. E nós nunca pensamos em ficar longe dela. Tratamos dela sempre com esperança dela se curar".

Imediatamente Mel começou o tratamento com medicamentos e ficou curada. Mas passou a se arrastar, já que perdeu a força nas patas traseiras. O problema só foi resolvido depois de cerca de três meses, quando Mel foi submetida a tratamento com acupuntura veterinária e voltou a andar normalmente. "Ela é muito agitada. Tem uma energia que precisa ver. Não é um cachorro quieto. Brinca com todo mundo, fica triste quando a gente não sai de casa em dia de chuva. É a mesma coisa que um ser humano", explicou.

Surpresa até no trabalho

Até quem está acostumado com histórias de cães, também fica surpreso com o vínculo entre pessoas e bichos. A veterinária Mônica Feijó nunca se esquece de um episódio que ocorreu há cerca de dez anos com uma cliente, mas que ficou guardado pra vida toda. Um funcionário da casa dessa cliente pediu dispensa do trabalho e decidiu roubar o cachorrinho da família, na época ainda recém-nascido.

Dois anos depois, a mulher do ex-funcionário decidiu devolver o cão, já crescido, aos verdadeiros donos. Mas nem a família reconhecia o cão, nem o cachorro lembrava dos donos. A solução só foi encontrada no consultório da veterinária.

"Eu pedi que eles lembrassem de alguma característica que só ele tinha, quando era filhote. E eles lembraram de uma música infantil que, quando era cantada, o filhote uivava muito. Pronto. Foi só cantar a música e o cachorro lembrou, uivou da mesma forma que antes e não restou mais dúvidas. Era ele mesmo. Todo mundo chorou na sala, até eu", brincou.

 Assista o Vídeo "Qual o cão ideal para o seu tipo de vida?"

Fonte: Gazeta on-line

sábado, 31 de outubro de 2009

Primeiros socorros para cães e gatos

Quando seu animal de estimação sofre um acidente, seja ele grave ou não, os primeiros socorros são indispensáveis. Aprenda como ajudá-lo nessa hora de muita dor

por Elaine Moraes | design Letícia Rapos

 

Não importa se for o gato, que por curiosidade resolveu escalar as cortinas da sala e despencou, ou o cachorro, que, sem resistir a um portão aberto, se aventurou pela rua e acabou atropelado. O certo é que a bicharada também sofre acidentes, que podem resultar em simples machucados ou numa pata quebrada. E o pobre do dono muitas vezes não tem a mínima ideia de como proceder, sob o risco de, na melhor das intenções, ganhar belos arranhões e mordidas. “Nessas horas, o animal deve ser encaminhado imediatamente para um especialista”, recomenda o veterinário Luiz Leon Cyon, do Koala Hospital Animal, em São Paulo. Mas, antes de chegar à emergência, alguns passos devem ser seguidos:

Alerta
Logo após o acidente, é necessário que o bicho seja encaminhado a um hospital veterinário e seja submetido a exames como ultrassom, raios X e tomografi a. Só eles podem apontar se, além da fratura, houve alguma lesão mais grave que requeira cirurgia.

Limpeza
Não deixe o animal lamber o machucado. Ao imobilizá-lo, pegue um tubo de soro fi siológico, faça um furo na tampa e espirre alguns jatos sobre o local ferido para retirar resíduos de asfalto, grama ou terra que possam causar infecções. Após a higienização, utilize gaze ou tecido bem limpo para cobrir o ferimento.

Medicamentos
Não ofereça medicação humana aos animais. Só depois da avaliação de um profi ssional e de exames específi cos é possível saber a gravidade do acidente e que tipo de tratamento será indicado — as opções vão de antibióticos e anti-inflamatórios a fi sioterapia (veja o quadro à esquerda). De qualquer forma, siga sempre as orientações do veterinário.

Fratura exposta
O animal costuma suportar a dor mais até do que os seres humanos, mas não tente ajeitar um osso fora de lugar nem fazer movimentos bruscos. Tudo isso pode agravar a situação. Acalmá-lo nesses momentos é fundamental para que ele não avance. “Em casos de hemorragia, use um pano limpo para conter o sangramento e faça compressas com as mãos sobre a fratura”, orienta Cyon.

Cuidados imediatos
A veterinária Thais Fernanda da Silva Machado, de São Paulo, avisa: “Fraturas mal tratadas podem causar deformidade de angulação que deixam os membros tortos, provocam difi culdade de locomoção e infecções, principalmente em caso de feridas abertas, que se complicam e podem comprometer para sempre a pata”. Ou seja, não protele os cuidados com o animal.

Fonte: Saúde Abril


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pensamentos Sobre Animais




"O Homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer".
- Samuel Butler - (Novelista Inglês - 1835-1902)
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projecte você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?"
- Buda
"Se experiências em animais fossem abandonadas, a humanidade teria tido um avanço fundamental."
- Richard Wagner
"Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo."
- Thomas Jefferson
"Um indivíduo animal precisa de cuidados não porque sua espécie esteja em extinção e sim porque esse indivíduo está sentindo dor."
- Ronnie Lee (1951)
"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras."
- Milan Kundera
"Falai aos animais, em lugar de lhes bater."
- Tolstoi
"Em termos de evolução, bem maior é o débito da Humanidade para com os animais do que o crédito que lhes temos dispensado para seu bem-estar e progresso."
- Eurípedes Kühl
"Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais."
- Abraham Lincoln
"Em se tratando de fidelidade, devoção, amor, muitos homens estão aquém do cão ou do cavalo. Que maravilhoso seria se pudessem ao menos antes do julgamento final, afirmar: 'Eu tenho amado tão verdadeiramente ou sido tão decente quanto o meu cão.' E ainda assim os chamam de 'apenas animais!' "
- Henry Ward Beecher (Abolicionista)
"Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos."
- Dr. Louis J. Camuti
"Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida"
- Julia Allen field, 1937
"Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações."
- Sigmund Freud
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que nós não estamos contribuindo para o sofrimento deles."
- Paul e Linda McCartney
"O erro da ética até o momento tem sido a crença de que só se deva aplicá-la em relação aos homens."
- Dr. Albert Schweitzer
"Não sou basicamente um conservacionista. Quando a última baleia for massacrada, como certamente um dia acontecerá, o sofrimento delas vai acabar. Essa não é uma perda para a baleia, mas para a espécie humana. Não estou preocupado com extinção de espécies - isso é loucura dos homens - Eu tenho uma única preocupação: o sofrimento que nós deliberadamente infligimos nos animais enquanto estão vivos."
- Clive Hollands (1929)
"A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos."
- Victor Hugo
"Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive."
- Albert Schweitzer (1875-1965)
"Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores, 118 admitiram que quando eram crianças queimaram, enforcaram ou esfaquearam animais domésticos."
- Ogonyok (1979 - Soviet anti-cruelty magazine)
"Matar um animal para fazer um casaco é um pecado. Nós não temos esse direito. Uma mulher realmente tem classe quando rejeita que um animal seja morto para ser colocado sobre os seus ombros. Só assim ela será verdadeiramente bela."
- Doris Day
"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Génese foi escrito por um homem, e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo."
- Milan Kundera
"Matar animais por esporte, prazer, aventura e por suas peles, é um fenómeno que é ao mesmo tempo cruel e repugnante . Não há justificativa na satisfação de uma brutalidade dessas."
- Sua Santidade Dalai Lama (1935-)
"A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana."
- Charles Darwin
"De todas as espécies a humana é a mais detestável. Pois o Homem é o único ser que inflige dor por esporte, sabendo que está causando dor."
- Mark Twain (Escritor)
"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
"Os animais dividem connosco o privilégio de terem uma alma. "
- Pythagoras
"Não estou interessado em saber se a vivissecção produz ou não resultados lucrativos para a raça humana ... A dor que ela inflige sobre os animais à sua revelia é a base da minha inimizade contra ela, e isso é justificativa suficiente para a minha inimizade, sem mais considerações.
- Mark Twain (Escritor)
"A Vivissecção é bárbara, inútil e um impecilho ao progresso científico."
- Dr. Werner Hartinger (Cirurgião, Alemanha, 1988) Chief Surgeon, Alemanha Ocidental, 1988
"Eu não tenho dúvidas que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais."
- Henry David Thoreau
"Eu não como carne porque vi carneiros e porcos sendo mortos. Eu vi e senti a dor desses animais.
Eles sentem a aproximação da morte. Eu não pude suportar a cena. Chorei como uma criança.
Corri para o topo da colina e mal conseguia respirar...senti-me sufocado...senti a morte do carneiro."
- Vaslav Nijinsky (Bailarino e coreógrafo)
"Enquanto estivermos matando e torturando animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa ser aprendido em pequena escala."
- Edgar Kupfer-Koberwitz
"O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo."
- Émile Zola
"O que eu penso da vivissecção é que se as pessoas acham que têm o direito de tirar a vida ou arriscar a vida de seres viventes para o benefício da maioria, entao não haverá limite para a sua crueldade."
- Leo Tolstoy (Escritor)
"Ninguém pode se queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão."
- Marquês de Maricá
"Incêndios propositais e crueldade com animais são 2 dos 3 sinais de infância que sinalizam o potencial de um assassino serial."
- John Douglas, analista do FBI que estuda o perfil de assassinos

"Por trás de bela pele, há uma história. Uma sangrenta e bárbara história."
- Mary Tyler Moore (Atriz
"Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: a vítima."
- Lamartine
"Aos estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim."
- Mark Twain (Escritor)
"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."
- Leonardo da Vinci
"Pergunte para os vivisseccionistas por quê eles experimentam em animais e eles responderão: "Porque os animais são como nós". Pergunte aos vivissecccionistas por quê é moralmente 'OK' experimentar em animais e eles responderão: "Porque animais não são como nós". A Experimentação animal apoia-se em contradição de lógica."
- Professor Charles R.Magel (1920)
"Em meu pensamento, a vida de um cordeiro não é menos importante que a vida de um ser humano."
- Mahatma Gandhi (Estadista e filosofo)
"Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida."
- São Francisco de Assis
"Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais...os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento."
- Charles Darwin
"Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa e' a proposta de um ser humano integral."
- Abraham Lincoln (Presidente Americano)
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
- Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952)
"Atrocidades não sao atrocidades menores quando ocorrem em laboratórios, ou quando recebem o nome de 'pesquisa médica'."
- George Bernard Shaw (Dramaturgo, Nobel 1925)
"Os animais são meus amigos...e eu não como meus amigos." - George Bernard Shaw (Nobel - 1925)
"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."
- Victor Hugo
"Um homem só é nobre quando consegue sentir piedade por todas as criaturas".
- Buda (563? - 483? A.C.)
"Mutilar animais e chamar isso de 'Ciência' justifica a condenação da espécie humana ao inferno moral e intelectual ... essa repugnante Idade das Trevas da tortura impensada dos animais tem que ser superada."
- Grace Slick (Músico)
"A civilização de um povo se avalia pela forma que seus animais são tratados."
- Humboldt
"A não- violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objectivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens."
- Thomas Edison
"Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade contra seus animais de estimação ou outros que cruzem seus caminhos, elas aprenderão facilmente a ter o mesmo prazer com a miséria de seus semelhantes. Essas tendências podem facilmente levá-las ao crime"
- Fred A.McGrand (1895)
"Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que meus próprios semelhantes."
- Émile Zola
"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados"
- Mahatma Gandhi
"Como zeladores do planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens está além da nossa compreensão. Por favor, ajude a parar com esta loucura."
- Richard Gere
"A questão não é eles pensam ? ou eles falam ? A questão é eles sofrem."
- Jeremy Bentham
"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem."
- Arthur Schopenhauer
"A vivissecção é o pior de todos os piores crimes que o homem está actualmente cometendo contra Deus e sua bela criação."
- Mahatma Gandhi (Estadista e filósofo)
"Não permitas que ninguém negligencie o peso de sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuam a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nosso matadouros... todos seremos culpados. Tudo o que tem vida tem valor como um ser vivo, como uma manifestação do mistério da vida."
- Albert Schweitzer
"Todos os seres vivos buscam a felicidade; direccione sua compaixão para todos."
- Mahavamsa (Budista)
"Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos ... aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza."
- Albert Einstein (fisico, Nobel 1921)

Fonte: Laura B Martins

Vale a pena dar um cãozinho ao seu filho?



Quem nunca pediu aos pais um cachorro ou gato, durante a infância, e ouviu não como resposta? É fato que os animais de companhia despertam interesse e fascínio nas crianças, entretanto, são poucos os adultos que cedem aos pedidos dos pequenos e atendem a essa vontade dos filhos.

Ao recusar este pedido, muitos o fazem por desconhecer os benefícios que os bichos de estimação podem trazer para o desenvolvimento cognitivo e social de uma criança – contribuindo desde a redução de ansiedade até o desenvolvimento da linguagem e das habilidades motoras, inclusive para fins terapêuticos.

Apesar disso, dados do Radar Pet 2009 – pesquisa inédita divulgada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan), com representantes das classes econômicas A, B e C – identificou que, nos lares de casais com filhos até nove anos, apenas 33% possui um animal de estimação, cenário que comprova o desconhecimento dos pais em relação às contribuições dos pets para a infância.

De acordo com o veterinário e presidente da Comac, Luiz Luccas, isso se deve, em especial, a alguns mitos associados à saúde, higiene e segurança das crianças. “É preciso investir na desmistificação desse conceito, uma vez que é possível e saudável a convivência entre crianças e animais de estimação. Inúmeras pesquisas indicam claramente o impacto positivo do animal no dia a dia e também na saúde e no comportamento das crianças”, justifica. O Radar Pet identificou ainda que, com a chegada de um bebê na vida de um casal, a presença dos pets cai pela metade e muitos casais desistem de ter um pet, muitas vezes, por preconceitos, sem atentar aos enormes benefícios que os pets trazem as famílias.

Segundo a médica veterinária Ceres Berger Faraco, que também é Doutora em Psicologia e Presidente da Associação Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVEBBEA), essa convivência auxilia em questões como hiperatividade, déficit de atenção, transtornos de ansiedade, alimentares e de humor, entre outras questões como conduta opositiva/desafiante, casos de abuso físico, sexual e emocional.

Entretanto, esses benefícios estendem-se para o desenvolvimento infantil como um todo. Estudos realizados nos EUA confirmam que crianças em idade pré-escolar, ao serem ensinadas a cuidar de um animal de estimação, desenvolveram uma maior habilidade social, além de um aumento na sua autoestima, na cooperação em atividades e demonstraram-se mais compreensivas em relação aos sentimentos dos colegas. Isso se deve, em especial, pelo fato das crianças terem que se colocar na posição do outro, passando a avaliar o sentimento dos pets como se estivesse em seu lugar, algo importante para a sua sociabilização.

A especialista ressalta ainda que, apesar dos avanços, além dos pais, muitos profissionais que trabalham com desenvolvimento infantil desconhecem os benefícios desta interação. “Ainda somos carentes de programas com objetivos terapêuticos que tenham o rigor científico para poder mensurar os resultados”, acrescenta.

Publicado por Guilherme Martins

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Você se preocupa com a saúde bucal do seu animal?

A saúde bucal de cães e gatos é uma das áreas do cuidado animal mais negligenciada pelos donos. Cerca de dois terços dos norte-americanos não zelam pelos dentes dos pets conforme as orientações dos veterinários. De acordo com a American Veterinary Dental Society, 80% dos cachorros e 70% dos gatos mostram sinais de doenças bucais a partir dos três anos de idade.


“A doença periodontal é provocada pelo acúmulo de placa bacteriana e não afeta somente a boca do pet. Assim como no homem, a falta de higiene bucal apropriada pode comprometer também o coração, os pulmões, os rins e as articulações, encurtando a vida do animal”, diz o doutor Juan Deleón, cirurgião veterinário e diretor da Veterinária do Parque.

De acordo com o veterinário, o mau hálito é um dos alertas mais fáceis de ser percebido. “A halitose é produzida pelos gases liberados pelas bactérias. Ou seja, quando o pet apresenta um hálito de peixe morto ou carne putrefata é sinal de que a placa bacteriana está evoluindo negativamente para a formação de tártaro. Essa condição é muito desconfortável para o animal e só com ajuda de veterinários especializados em saúde bucal poderá ser removida”.

Juan Deleón aconselha aos donos de pets a escovar os dentes do animal diariamente desde filhotes para evitar a doença periodontal. “Animais adultos oferecem maior resistência à escovação, exigindo uma dose extra de paciência e dedicação dos seus donos.

O ideal é começar fazendo a limpeza com uma gaze umedecida ou um dedal especial para a higiene bucal. Depois que o animal se acostumar com a ‘brincadeira’ é hora de passar a escovar os dentes com uma escova macia e creme dental de uso veterinário, sem esquecer-se de recompensar o animal pelo bom comportamento”.

Publicado por Guilherme Martins
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Atentos, independentes e amorosos, os gatos ganham espaço e ocupam as casas dos brasilienses


Gatos tomam lugar de pequenos cães e mostram que podem ser tão companheiros quanto.

Gatos de raça, adotados ou vira-latas, cada dia mais os felinos estão presentes como bichinhos de estimação nas casas de Brasília. Para alguns, são como filhos e, para outros, eles são mais que apenas uma companhia que diverte e distrai os ambientes familiares. Hoje, os bichanos começam a conquistar mais espaço entre aqueles que antes tinham medo ou preconceito, por serem animais independentes e com temperamento imprevisível.

O que mais tem surpreendido os donos é a amizade que os gatos, até então tidos pela maioria como traiçoeiros, podem oferecer. Com personalidade inquieta, veterinários e criadores dos bichinhos recomendam que seja sempre estimulada a brincadeira dentro de casa, dando tempo para que eles se adaptem com o dono e o novo lar. Paciência é o primordial para se acostumar com o novo companheiro dentro de casa. Diferentemente dos cachorros, os gatos não são animais submissos e preservam muito sua liberdade e espaço, o que para quem nunca teve um antes, pode ser uma surpresa.

Segundo a veterinária Vanessa Pimentel, se apaixonar pelo bichano é questão de tempo. Dona da clínica veterinária Só Gatos, ela diz que sua preferência pelos gatos já fica clara no nome do consultório, que tem atendimento exclusivo para eles. Com 28 anos, a veterinária contou que desde que entrou na faculdade já tinha certeza de que sua vontade era fazer um trabalho voltado para os felinos.E foi no ano passado que, ao lado de sua mãe, também veterinária, abriu a clínica. "Atuo sozinha como veterinária na clínica, mas para cada paciente eu tenho um cuidado especial e toda a atenção que eles merecem. Se eu não amá-los como amo os meus, então nada disso tem sentido", disse Vanessa.

Recepcionistas
Com seis gatos, a veterinária disse que quatro ficam em seu apartamento e dois ela levou para a clínica, onde transitam durante todo o dia. "Os dois que ficam na loja são como recepcionistas, são educados e tranquilos. A presença deles deixa os clientes e os outros gatos que chegam lá mais a vontade no ambiente", explicou Vanessa. Para ela, os bichinhos são atentos e amorosos com os donos, respeitam o lugar de cada um, ao mesmo tempo em que mantêm o seu próprio espaço. "Sou muito grata com o retorno que tenho com o tratamento dos gatos na clínica. Ver a felicidade dos donos e dos filhotes é uma realização e satisfação muito grande", completou.

Animais para adoção
Para aqueles que pretendem adotar um filhote, a veterinária conta que o período de socialização dos gatos é entre duas e 12 semanas de idade. Ela recomenda que, neste período, ele seja exposto ao convívio com as pessoas, crianças e até outros gatinhos.

Sandra Regina Gonçalves é uma fã do animal. Ela possui nove gatos, sendo que quatro ficam na casa de sua mãe, em Goiânia, e cinco moram com ela em seu apartamento. Quando me mudei para Brasília, há cinco anos, senti muita falta dos gatos e cachorros que tinha na minha casa, mas como criar um cachorro dentro do meu apartamento seria inviável, optei por adotar um gatinho", contou Sandra. Segundo ela, tudo começou quando pegou na rua uma gata que estava grávida. Com nove filhotes, Sandra resolveu deixar em seu apartamento a mãe e um dos filhotes. A partir daí, passou a adotar vários e levar para dentro de casa os abandonados na rua. "Eu cuido deles, crio durante um tempo e deixo na minha casa até ficarem prontos para irem para outro lar. Criei um perfil no Orkut onde divulgo que tenho gatos para adoção e os interessados preenchem um questionário para ver se estão adequados às exigências que eu acredito o candidato a dono do bichinho deve ter", explicou.

Sandra contou que ao longo desses nove anos como criadora dos bichanos, nunca teve problemas com o temperamento deles. "Nunca fui atacada e nem levei uma unhada. Os gatos são animais fascinantes e dóceis, eles criam amizade com o dono. As pessoas só precisam entender que eles não devem ser acuados, assim como qualquer outro animal. Eles só vão atacar para se defenderem, quando se sentirem ameaçados", alertou a criadora. Sandra disse ainda que não se sente sozinha em casa e que seus filhotes são como crianças que não precisam de babás, nem de muitos cuidados.

Esporadicamente são organizadas feiras para quem tem interesse em levar um bichano para a casa. Para isso, basta se enquadrar nos critérios que garantam a segurança e o bem estar do felino.

Fonte: Clica Brasília

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Gatos que convivem com cães quase sempre dão as cartas

Atina "adotou" Geremias; aos três anos, a gata SRD (sem raça definida) faz do labrador de sete anos um verdadeiro capacho


Diferentemente do que retratam filmes e desenhos animados, cães e gatos costumam conviver em harmonia e, pasmem, a soberania é quase sempre felina.

"Os gatos são mais territoriais e, por isso, têm fama de durões", explica a veterinária especializada em felinos Graziela Maria Vieira. "Já os cachorros são mais sociais e administram bem um animal de espécie diferente no mesmo espaço."

Na casa do estudante Silvio Crisostomo e da supervisora Lela Santos, ambos 36, quem realmente manda é Atina. Aos três anos, a gata SRD (sem raça definida) faz do labrador Geremias, 7, um verdadeiro capacho.

"Ela chegou para salvar Gerê de uma depressão profunda. Ele ficava muito sozinho e, segundo o veterinário, precisava de uma companhia", conta Silvio. Como a casa não comportava outro animal do mesmo tamanho, fizeram o teste com a gata, e deu certo.

Atina, que durante a reportagem brigava com o cão ao vê-lo receber afagos, captou a mensagem. "Ela adotou o cachorro a ponto de sentir ciúme dele", diz Lela. "Se brigamos com Gerê por causa de alguma travessura, ela fica ao seu lado e nos ignora."

Veterinário e professor de psicobiologia da PUC-SP, Mauro Lantzman faz um alerta sobre esses palpites, que interpretam como ciúme alguns comportamentos. "Quando bichos e humanos dividem o mesmo teto, algumas respostas a estímulos podem ser confundidos com personalidade."

Dona de dois cachorros e três gatos, a veterinária Fernanda Lorenzo, 25, comprovou a superioridade dos felinos. "Já tinha os cachorros quando os gatos vieram. Em questão de dias, os bichanos mostraram seus traços dominantes", afirma.

Na relação entre a gata Olívia e o cão IG, ambos sem raça definida, é ela quem dá as cartas. "Ele chega a chorar quando Olívia impede seu caminho." Já no caso da outra gata da família, a vira-lata Julieta, 4, a história muda um pouco, e ela costuma se adaptar ao comportamento dos cães. Se eles estão à beira da mesa pedindo comida, lá está ela fazendo o mesmo.

Sinal de que os gatos não são dominantes sempre. "Isso depende do ambiente social em que vivem e do temperamento do cachorro", frisa o veterinário Lantzman.

Como garantir uma convivência pacífica

- Gatos de pelos longos, como persas e angorás, são mais adaptáveis ao convívio com cachorros

- Para os cães, não existe uma raça adequada, basta que o animal seja dócil

- Quando o bicho novo chegar, deixe-o em um cômodo sozinho durante 24 horas

- O tempo irá ajudá-lo a reconhecer os movimentos da casa e fará com que os animais sintam os cheiros uns dos outros por debaixo da porta

por Divulgação

Fonte: Primeira Edição

Para o cão não comer o que não deve

Um dos muitos motivos para eu sempre comparar cães domésticos a crianças de dois anos e meio é que ambos, embora bastante independentes para muitas atividades, precisam de orientação de adultos humanos - e ambos adoram explorar o mundo usando todos os sentidos, sempre ouvindo, apalpando, cheirando e degustando tudo que descobrem.

Quase todo pai e mãe têm alguma história do tipo "minha filha achou em casa uma garrafa de Baré-Cola e só depois de beber metade percebeu que era desinfetante".

Do mesmo modo, devemos estar atentos para todo tipo de perigos alimentares a que nossos cães estão sujeitos, desde plantas potencialmente perigosas a guloseimas humanas que nem humanos deveriam comer. E o problema não é só a saúde do cão, mas o incômodo de percebemos que, por exemplo, ele acaba de pulverizar o jornal que ainda nem lemos ou aquele boleto bancário que veio por debaixo da porta. Pois bem, vamos ensinar o peludo a não mastigar o que não deve e, caso acabe acontecendo, socorrê-lo de acordo.

Mais vale prevenir...
Ser vegetariano é bom, mas não significa sair comendo tudo que é vegetal, inclusive sua plantação de tomates com que você pretende alimentar a família, aquelas belas flores que você ganhou do namorado e especialmente qualquer planta que solte seiva branca, que é tóxica para os cães e gatos, podendo lhes causar desde um mal-estar passageiro até a morte. As "vilãs" mais famosas são a azaléia, samambaia, espada-de-são-jorge, hortênsia, copo-de-leite, bico-de-papagaio, mamona, hera (que, não à toa, ganhou até música, "venenosa, ê, ê, ê, ê, ê"), costela-de-adão e comigo-ninguém-pode.

A listinha também inclui jarro-dos-campos, lauréola, saia-branca, abacateiro, amarílis, madressilva, mandrágora, meimendro, flor-das-almas, mezereão, morrião, pinhão-roxo, narciso, oleandro, espirradeira, poinsettia, ranúnculo, arruda, redodendro, coroa-de-cristo, rícino, robinia, salsaparrilha, bastarda, solanáceas (beladona), tremoceiro, olho-de-cabra e tulipa. (Este é um resumo de cerca de dez listas que consultei, brasileiras e estrangeiras, e todas diferentes entre si.) Ah, sim: algas azuladas de piscinas ou aquários também são perigosas.

A primeira coisa a fazer, para evitar ao máximo que o cão precise no futuro ser examinado pelo veterinário, é o dono examinar a casa, para identificar e remover perigos em potencial. Justamente por ser óbvio é sempre bom lembrar: mantenha produtos de limpeza, medicamentos e inseticidas longe do alcance. A segunda coisa é a mesma a ser feita com as crianças humanas (não podia faltar a comparação de novo): enfatizar atividades e atitudes positivas. Brinque e passeie com o cão o mais que puder, inclusive incentivando outros habitantes da casa a fazerem o mesmo, e dê-lhe muitos brinquedos que o peludo possa morder sem prejuízo para a saúde dele (ou seja, que não solte lascas nem tenha chumbo, zinco ou mercúrio) ou o seu bolso.

Se você perceber que o cão está prestes a avançar para cima de uma planta, seja mais esperto que ele distraindo-lhe a atenção para a planta com um brinquedo ou um petisco. Caso ele se mostre ainda mais esperto e já esteja a milímetros da planta, aí tudo se resume a uma palavra: o comando de "não", repetido até o canino perceber que não deve fuçar nas plantas.

"Pacci, minha mestiça de Fila com Boxer, destruiu o jardim de casa", lembra a webmaster Maria Adela Basualdo. "Ela destruiu todas as plantas, até a roseira, não era uma roseirinha pequena, mas uma grande. Ela comia até vassouras, qualquer coisa mastigável; se ela experimentava e gostava, continuava comendo. Só pedra ela experimentou e não gostou. Mas começamos a brincar com ela, ela tinha seus brinquedos, e quando completou dois anos ela parou de mexer nas plantas e no que não devia por si mesma."

Agora, não se esqueça de que toda família que tem pelo menos um cão torna-se, do ponto de vista dele, uma matilha. Se o cão foi muito dominante, ele irá medir forças com você e, mesmo não sendo violento, vai querer exercer a liderança dele ignorando a sua.

Mas cabe a você demonstrar quem é que manda na casa (como mostramos em artigo anterior desta série). Poderá ser necessário borrifar nas plantas rapé, pimenta caiana ou tabasco, cujo efeito para os cães é o de repelente natural, sem o risco dos repelentes químicos - mas não deixe o repelente agir sozinho, reforçando-o com cão o comando de "Não!" sempre que o peludo tentar saborear a planta. E você poderá deixar de usar a pimenta caiana ou outro repelente quando o cão deixar de mexer nas plantas. (Só que estes repelentes não costumam intimidar o Beagle e outras raças com forte instinto caçador.) Se o cão for realmente moleque e dominador e, apesar de todos os esforços em contrário, não parar de mexer na planta, o jeito será colocá-la longe do alcance dele.

E quando a planta vem ao alcance do cão? Quero dizer, quando vocês estão passeando, ele encontra uma planta e vai metendo a boca. Então puxe-o de leve com a coleira, elogiando-o logo que ele largar a planta. Ao que consta, comer um pouco de grama pode até fazer bem para o cão - mas não se ela estiver contaminada com agrotóxicos, veneno para ratos ou baratas ou lixo apodrecido.

E o comando "Não", tantas vezes quanto necessário, é indicado também para o cão (especialmente quando ainda filhote) deixar de mastigar a horta, papéis, velas, sapatos, meias e quaisquer outros objetos indevidos.

Ah, sim: se o cão passar mal devido a preparados químicos, pode não ser culpa dele, e sim por intoxicação devido à permanência em ambientes fechados ou mal ventilados onde se use (para matar cupins ou ácaros, por exemplo) ou armazene tais compostos.

É sempre bom lembrar
Já falamos aqui sobre ossos terem se folclorizado como o grande símbolo da alimentação canina, mas apresentarem perigo para o bicho caso sejam muito pequenos, cozidos ou quebradiços. Falamos também sobre o extremo cuidado necessário ao se dar comida destinada a humanos, cujo equilíbrio de proteínas, gorduras e temperos costuma ser diferente do ideal para o peludo e cuja quantidade não deve ultrapassar dez por cento de sua alimentação total.

Tudo bem o canino comer iogurte, arroz, batatas, cenouras, brócolis ou carne magra, mas dar-lhe doces pode lhe causar cáries e até diabete, tal como nos humanos. Gordura em excesso pode causar pancreatite. Ácido cítrico não costuma ser tolerado pelo aparelho digestivo canino, embora sucos de frutas possam fazer bem. E observe se seu canino tem tolerância à lactose. Acredite se quiser: há cães que aceitam bebidas alcoólicas e há pessoas que as servem aos cães, nem pensando no risco de coma e até de morte.

E há alimentos saudáveis ou prazerosos para os humanos, porém terminantemente proibidos para os caninos, como chocolate (o cacau contém teobromina, o inimigo número um do sistema digestivo canino!), alho & cebola (podem causar anemia), uvas (podem sufocá-los pelo tamanho, além de atacar os rins) e abacate.

(Em um de meus artigos comentei "Ainda bem que existe chocolate especial para cães", e me disseram "Para quê?" Já que sou o rei de responder a perguntas retóricas, acho que a resposta está na necessidade que muitos humanos têm de, mais que tratar suas "crias" peludas como membros da família, humanizá-las e quase esquecer de que continuam sendo cães ou gatos, e se igualarem em carência e superproteção àquelas supermães que gritam "Vai vestir casaco, menino, que eu estou com frio!".)

"Nójento?"
Não podemos perder de vista que, por mais que amemos nossos caninos, eles continuam sendo caninos e sem os mesmos parâmetros humanos de bom gosto. (Por sinal, nem vou discutir com quem gosta de escargots ou buchada de bode, e lembremos o que eu disse sobre certos alimentos humanos que nem os humanos deveriam comer.) Se alguns cães ingerem vômito ou cocô, o mais urgente é procurarmos saber o porquê. E pode haver vários porquês.

Um deles pode ser a falta de um "pai" ou "mãe" presente: muitas vezes alguém se esquece de repor a ração do canino e ele simplesmente se vira comendo o que encontra, ou ele se sente sozinho e quer chamar atenção. Ele pode também se servir das fezes de outros animais ao sentir pelo cheiro a presença de nutrientes (é claro que ele "sabe" disso por instinto) que sua própria ração pode não ter; vermes são outro fator que pode levar o cão a comer de tudo. E há cães que, de tanto levar bronca por fazerem o número dois onde não devem, devoram o cocô para sumir com a "prova do crime" e escaparem de mais bronca. Motivo parecido pode levar um pai ou mãe canina a comer fezes ou vômito de seus filhotes, visando destruir provas da presença deles e assim protegê-los contra predadores.

Como dissemos, o cão tem parâmetros diferentes e mais simples em relação aos humanos. Mas, fazendo ele parte de tua "matilha" e sendo você o dominador, ele comerá o que você lhe servir. E é claro que, mais que dominador, você será um "pai" ou "mãe" presente para seu peludo.

Em caso de emergência
Normalmente, se o cão morder alguma planta venenosa ou ingerir algum produto químico ou alimento indevido em pequena quantidade, ele terá apenas ataques de vômitos ou diarreia e logo ficará bem. (Mila, minha "neta" canina, praticamente se especializou em devorar balões de festas que meu filho às vezes esquecia pelo chão, mas ela esfarelava tanto os balões que o único resultado visível era o clima festeiro das fezes multicoloridas.)

Mas se a intoxicação tiver sido forte a ponto de o cão perder as forças ou os sentidos ou estiver com dificuldade para respirar, a primeira providência é correr para o veterinário. De qualquer forma, se o cão começar a passar mal e houver alguma dúvida quanto à causa, ou mesmo em caso de suspeita de ele ter comido o que pode lhe fazer mal, comece telefonando para o veterinário.

Fazer o cão vomitar só é bom no máximo duas horas após o bicho ter ingerido a toxina; após esse prazo ela já alcançou o intestino delgado e não poderá ser posta pela boca.

Se o bicho tiver bebido gasolina, querosene, removedor de manchas ou outro derivado de petróleo, fazê-lo vomitar pode fazer com que o esôfago e a cavidade bucal fiquem novamente irritados no caminho de volta.

Em outras circunstâncias, e se o veterinário recomendar, aí, sim, é bom chamar o amigo Hugo, fazendo o cão beber um pouco de água oxigenada pura (a 10 volumes) ou um soro de água bem salgada (três colheres de sopa de sal por copo).

Se o bicho tiver queimaduras na boca ou garganta resultantes da ingestão de produtos de limpeza, lave as partes queimadas com água e dê ao cão soro para induzir mais aos vômitos. Em caso de feridas na pele, lavar bem com sabão ou detergente suaves e muita água fresca, sem esfregar, suaaaaaaaaavemente.

Em seguida, corra para o veterinário. O tratamento imediato pode incluir lavagem intestinal. Daí é observar: sintomas e efeitos de intoxicação e envenenamento costumam aparecer em até uma semana, conforme o porte do cão e o tipo & quantidade de tóxico ingerido.

As listas de antídotos para cada substância tóxica são quase tão grandes e numerosas quanto as de plantas; segue abaixo um resuminho para ajudar enquanto se fala com o veterinário.

Se o canino ingeriu antigripais e antiinflamatórios sem esteróides, use hidróxido de magnésio (bem mais conhecido como leite de magnésia) e hidróxido de alumínio (pepsamar). Se foi algum veneno para ratos ou parasitas, medicamento antidepressivo, arsênico, barbitúricos, aspirina e demais salicídiosarbitúricos, chocolate, metaldeide (presente em alguns moluscos) e tabaco, vá de carvão ativado. E no caso de plantas venenosas, dê ao cão água oxigenada ou xarope de ipecacuanha, conhecido fora do Brasil pelo mais pronunciável diminutivo "ipecac".

Por falar em palavras pronunciáveis fora do Brasil, caso seu veterinário esteja inacessível ou vocês estejam em outra cidade, é possível obter assistência imediata e até barata dos Estados Unidos, bastando telefonar para o National Animal Poison Control Center (NAPCC), ou seja, o Centro Nacional de Controle de Envenenamento Animal, mantido pela Faculdade de Medicina Veterinária de Illinois. O número do telefone é (001880) 548-2423. Ma se tu non parli Inglese, não se avexe: a companhia telefônica logo colocará um intérprete na linha. Daí é o de praxe: o veterinário perguntará a idade, raça, sexo e peso do canino, o que ele inventou de (ou o que o deixaram) enfiar na boca e os sintomas. Ah, sim: a consulta sai por 30 dólares (mais uma pequena taxa se, como eu disse, tu no hablas Inglés e precisar do tradutor) e o pagamento é feito com cartão de crédito internacional (Credicard, Visa ou Amex); consultas de retorno não são cobradas e o NAPCC atende sete dias por semana, 24 horas por dia.

E caso o cão tenha resolvido engolir um alfinete ou outro objeto pontudo, dê-lhe pão em pedaços pequenos, para formar um bolo alimentar que servirá de "almofada" para ajudar a agulha a sair sem causar estragos. Mas não se esqueça de, logo em seguida, correr para o veterinário.

Um petisco de filosofia "diet" para terminar
Pois é, criar filhos, caninos ou não, como se deve é trabalhoso - mas trabalho melhor não há. E todo mundo passa por alguma indigestão ou intoxicação, até cuidarmos de nós mesmos às vezes é difícil - mas conhecermos a nós mesmos ajuda muito a conhecermos nossas crias e cuidarmos melhor de todos.

Dissemos que crianças e caninos domésticos adoram explorar o mundo com todos os sentidos. Bem, acabo de me lembrar de que os franceses de todas as idades também fazem isso, mestres que são em se fazer notar por sua música, cinema, culinária e perfumes, bien sûr. A questão é todos sermos bons guias e exploradores. E todos nós, franceses ou não, humanos e caninos, podemos tornar este mundo e a nós mesmos melhores - em todos os sentidos mesmo!

(No próximo artigo falaremos sobre a tremenda disposição de alguns caninos para explorar o mundo.)


Fonte: Br Notícias

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vínculo de pessoas com animais preocupa infectologistas


O germe MRSA tem se tornado problema cada vez mais sério para os veterinários e o número de infecções em animais está em alta

23 de setembro de 2009
Foto: The New York Times - Brenda Goodman

Por décadas, o germe MRSA, resistente a medicamentos, era causa de preocupação quase exclusivamente para os seres humanos e se difundia primordialmente em hospitais e outras instituições de saúde. Mas nos últimos anos, o germe vem se tornando problema cada vez mais sério para os veterinários e o número de infecções que causa em pássaros, roedores, gatos, cachorros, cavalos e porcos está em alta.

Isso, dizem os especialistas em doenças infecciosas, está se tornando um risco para os seres humanos que são donos desses animais ou passam o tempo em contato com eles. "O que aconteceu pela primeira vez, ao menos em nossa percepção, é que surgiu um ciclo reverso de contaminação de um lado a outro", diz Scott Shaw, diretor do comitê de controle de infecções da Escola Cummings de Medicina Veterinária, na Universidade Tufts.

Não se sabe com que frequência animais domésticos desempenham um papel no contágio de seres humanos pelo vírus Staphylococcus aureus, resistente à meticilina, e vice-versa; médicos e veterinários não costumam determinar a origem dessas infecções. Mas quando esse trabalho de investigação científica é conduzido, no entanto, em geral em casos que envolvam infecções múltiplas ou recorrentes, os resultados oferecem um forte vínculo.

Em 2008, por exemplo, um filhote de elefante e 20 de seus tratadores no Zoológico de San Diego contraíram infecções de pele por MRSA. Uma investigação pelos dirigentes do zoológico e pelas autoridades estaduais de saúde determinou que o filhote, que terminou sacrificado, havia sido involuntariamente contaminado por um tratador que portava a bactéria, mas não sabia disso. O caso foi reportado em estudo publicado pela revista Morbidity and Mortality Weekly Report.

Mas os especialistas ainda não estão recomendando testes de rotina quanto à doença para os animais caseiros e os seres humanos. Em lugar disso, apelam pelo mesmo tipo de precaução adotada com relação a outros patógenos, especialmente a lavagem ou sanitização frequente das mãos antes e depois de brincar com um animal.

Os primeiros casos de MRSA em animais, registrados cinco anos atrás, pareciam afetar cães de terapia e outros animais expostos a pacientes ou profissionais de saúde. Essa categoria de animais ainda é vista como em risco acentuado, mas o padrão pode estar mudando.

Em estudo publicado semanas atrás pela revista American Journal of Infection Control, Elizabeth Scott e seus colegas no Centro de Hiegiene e Saúde no Lar e Comunidade, do Simmons College, em Boston, conduziram exames em superfícies domésticas tais como ralos de pia e banheiro, controles de torneira, vasos sanitários, cadeirinhas de bebê, latas de lixo e esponjas de cozinha, em 35 endereços selecionados aleatoriamente, para determinar que germes seriam encontrados. E eles localizaram o MRSA em quase metade das casas da amostra.

Quando tentaram determinar o que tornaria mais provável a presença doméstica dessa bactéria, descartaram diversos supostos fatores de risco, entre os quais, o exercício em academias de ginástica, ter filhos que usam creches, casos recentes de infecção ou uso de antibiótico, e até mesmo trabalhar em um centro de saúde.

A única variável que previa com probabilidade esmagadora a presença de MRSA em uma casa era a presença de um gato. Os proprietários de gatos tinham oito vezes mais probabilidade de ter germes de MRSA em casa. "Há diversos estudos que estão saindo no momento e demonstram que os animais de estimação apanham o MRSA de nós", diz Scott, "e depois o retornam ao meio ambiente". O próximo estudo de Scott avaliará pacientes que têm cirurgias eletivas marcadas. Nos casos em que identificar MRSA, ela estudará também os animais dessas pessoas, a fim de determinar se a transmissão entre esses grupos é comum ou não.

"Estamos em meio a uma epidemia cada vez mais intensa", disse o Dr. Richard Oehler, especialista em doenças infecciosas na escola de medicina da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, que revisou relatórios de casos de transmissão de MRSA entre pessoas e animais. O estudo de Oehler foi publicado em julho pela revista Lancet.

Oehler narrou o caso de um homem diabético que sofria de infecção recorrente na pele por MRSA; a origem terminou por ser traçada ao seu cachorro, um dálmata que portava a bactéria mas não estava doente. "O cachorro dormia na cama das pessoas da casa e as lambia no rosto", disse o Dr. Farrin Manian, diretor de doenças infecciosas no Centro Médico St. John¿s Mercy, em St. Louis.

Manian acredita que o cachorro tenha sido infectado pelo dono, inicialmente, mas que mais tarde se tenha tornado um repositório da bactéria, causando a reinfecção do proprietário. "Só depois de tratarmos toda a família e o animal conseguimos nos livrar de todas as infecções", disse Manian.

J. Scott Weese, clínico veterinário e microbiologista da Universidade de Guelph, no Canadá, acredita que a transmissão de MRSA entre animais e humanos seja relativamente rara, mas os animais podem ser um risco considerável porque seu relacionamento com os seres humanos é próximo. "Se você pensar naqueles com quem se relaciona de mais perto em termos de duração, intensidade e intimidade, para a maioria dos seres humanos estaremos falando de cônjuges, filhos pequenos e animais de estimação", afirma Weese. "E para algumas pessoas, os animais estão em primeiro lugar nessa lista".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: Terra Notícias

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Adolescente que sobreviveu à raiva humana tem alta no Recife

Esbanjando alegria: Marciano é só sorriso na volta para casa. \

Esbanjando alegria: Marciano é só sorriso na volta para casa. "Quero ver meus irmãos e meu cachorro".
Foto: Carly Falcão

Baião de dois e macarrão com carne de bode. É esta a comida que Marciano Gomes, de 16 anos, quer encontrar quando chegar em casa. O adolescente, segunda pessoa no mundo e primeira no Brasil a sobreviver à raiva humana, recebeu alta, às 9h desta sexta-feira (18). Ele estava internado no Hospital Oswaldo Cruz (HUOC), Santo Amaro, Região Central do Recife.

De acordo com o chefe da equipe responsável pelo tratamento de sucesso, Gustavo Trindade, o garoto volta para casa, mas apenas por um certo tempo, já que, em três semanas, terá de retornar ao hospital para uma intervenção cirúrgica ortopédica no quadril. "A gente quer mais e isso vai depender dessa cirurgia e do pós-operatório", disse o médico infectologista.

VEJA TAMBÉM
»
Quase um ano após contrair raiva, jovem sai de hospital para passear

Para a agricultora Sônia Oliveira, 45, levar o filho para casa depois de 11 meses no hospital - com entrada em 10 de outubro de 2008 - é um alívio. "É uma emoção muito grande. Abaixo de Deus, os médicos", comemora dona Sônia que vive no distrito Nazaré do Pico, em Floresta, Sertão pernambucano.

Apesar da grande alegria, o pai de Marciano, João Gomes de Menezes, 52, volta com uma preocupação. Ele não sabe como fará para sustentar a família se, tanto ele quanto a esposa, terão que ficar sem trabalhar para cuidar do filho.

Marciano retorna ao lar com remédio suficiente para três semanas e duas cadeiras de rodas, mas ainda falta muito. Segundo a mãe, ele precisa de colchão (tipo casca de ovo), cama e dinheiro, já que a família terá que trazê-lo periodicamente para sessões de fisioterapia na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). "Tem que ter ajuda da família, do povo, dos amigos", pede dona Sônia. Os interessados em fazer doações, podem depositar qualquer quantia em dinheiro na poupança disponibilzada pelos pais do garoto.

Serviço

Endereço da conta bancária para doações
Banco Real
Ag. 1035-9
Conta Poupança 21743385
Beneficiário: João Gomes de Menezes

Fonte: JC Online

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Baixa umidade e frio também afetam animais


Os animais que mais sofrem são os de pelos curtos

O inverno, acompanhado de baixa umidade aumenta a incidência de gripes e outras doenças conhecidas como doenças do frio não apenas em homens e mulheres. Os animais também precisam de atenção extra e cuidados nesta época e, como nos seres humanos, o vírus da gripe é o que mais vitima os animais. Mesmo que imunes à nova gripe (Influenza A - H1N1), os cachorros e gatos de estimação, por exemplo, também pegam gripe, sofrem com alergias e podem ficar com a resistência mais baixa.

Como explicou a veterinária Fábia Marques Viroel, os animais que mais sofrem nesta época são aqueles de pelos curtos, os idosos, os filhotes, principalmente aqueles que ficam fora de casa.

A veterinária reforçou que em dias de frio, é imprescindível que forre-se a casa ou o abrigo onde o cachorro fica. Se for canil, colocar tablado, papelão, cobertor, recomendou a veterinária, lembrando que, também de nada adianta encher o animal de roupa e colocá-lo para dormir em contato direto com o chão, por isso recomendou que se faça a cama, em uma base alguns centímetros acima do chão.

A veterinária também alertou quanto ao uso de aquecedores próximo dos animais, pois pode ocasionar acidentes. Para aquecer, recomendou que o dono aqueça água e coloque em garrafas Pet, e as deixe do lado da casa do animal.

Atenção e cuidados

Além de aquecer, a veterinária recomenda atenção aos sintomas que manifestam-se nos animais: espirros, muitas vezes mesmo sem secreção, tosse e uma espuma branca parecida com vômito que sai pela boca. O melhor é levar ao veterinário e vacinar contra a gripe, alertou.

Não apenas a gripe é recorrente nos animais nesta época, mas a veterinária falou também dos problemas de pele, causado, na maioria das vezes por excesso de perfumes no cachorro, ou mesmo o fato de deixá-los o dia todo com a mesma roupa.

Zoológico

Não apenas os animais domésticos precisam de atenção e cuidados específicos. No Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, informa a direção, os animais recebem todos os cuidados necessários para que não adoeçam durante o inverno.

Eles explicaram que os animais mais suscetíveis são os primatas, que por sua semelhança com os humanos, podem ser contaminados pelo vírus da gripe. Para evitar essa contaminação, a proximidade física é evitada. Cuidados com o abrigo dos bichos também são tomados. Eles recebem mais palhas, cobertores e reforço nos estrados. A alimentação é balanceada, com rações e frutas.

Fonte: Cruzeiro do Sul

sábado, 29 de agosto de 2009

Não abandone seu amigo!

Mais alguns cartazes para a campanha wecare4animals.









Fonte: Pés de Meia